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Usuários poderão ter cartões bloqueados por uso de terceiros

31/03/2017
Da Redação,

Artigo publicado na edição nº 199 da Revista JC
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Sistema de Reconhecimento Facial Antifraude agora possui central de inspeção de imagens

O projeto de Reconhecimento Facial Antifraude está se consolidando rapidamente no Estado do Rio de Janeiro e acaba de ganhar uma central de inspeção de imagens. Iniciado há seis meses, o sistema funciona através de câmeras instaladas acima dos validadores dos veículos de transporte coletivo. Esses equipamentos, além de captarem as imagens dos usuários de forma automática e muito rápida, fazem reconhecimento de face, detectando se o portador do cartão RioCard é o seu titular.

Para aumentar ainda mais a segurança do processo, uma equipe, com cerca de 30 profissionais, audita as fotos analisadas eletronicamente que apresentaram divergência entre a imagem cadastrada do titular e aquelas captadas pelas câmeras dos modais. Os analistas fazem comparação visual entre determinadas partes do rosto nas diferentes imagens. Quando há semelhança ou a análise visual se mostra inconclusiva, não há continuidade no processo, o que só acontece quando a fraude é detectada.

Bloqueio do cartão

Sempre que é percebida uma utilização fraudulenta de benefício, com uso do cartão por terceiros, o analista registra a irregularidade e emite um laudo, que serve como evidência para suportar o bloqueio do cartão. O usuário que tem o cartão bloqueado deverá comparecer a uma loja da RioCard, onde irá receber esclarecimentos sobre o uso correto do benefício e atualizar o cadastro, se for necessário. Os endereços e horários de atendimento das lojas RioCard estão disponíveis no link: www.cartaoriocard.com.br/rcc/institucional/antifraude.

O decreto que suporta o Sistema de Reconhecimento Facial Antifraude foi emitido em setembro de 2016 e, desde então, 48 empresas de ônibus, de sete sindicatos, aderiram a ele, totalizando cerca de oito mil câmeras instaladas. Já são 6 milhões de transações processadas e 49 mil fraudes confirmadas em 35 mil cartões, sendo 24 mil de gratuidade Sênior. Mais de 22 mil cartões foram bloqueados. Muitos desses casos são de continuação de uso do cartão, pela família do beneficiário, mesmo após a morte do mesmo.

Com o objetivo de explicar os detalhes do funcionamento do sistema e assim melhorar o entendimento sobre esse projeto, a RioCard TI tem realizado reuniões com o Ministério Público, prefeituras e outros órgãos públicos. E, para informar os usuários sobre as consequências do uso indevido do cartão, foi criada campanha de esclarecimento que está sendo veiculada dentro dos ônibus (veja box).

Campanha alerta sobre uso indevido de cartões

Ônibus equipados com câmeras de reconhecimento são identificados com adesivo e cartaz informativo

A RioCard lançou, em fevereiro, campanha para informar os passageiros sobre o uso correto dos cartões de gratuidade e do Bilhete Único Intermunicipal. O objetivo é lembrar que os cartões não podem ser emprestados ou vendidos para terceiros. De acordo com a legislação que regulamenta a bilhetagem eletrônica em transporte coletivo no Estado do Rio, todos os cartões são pessoais e intransferíveis e o uso irregular pode levar o titular a responder criminalmente por fraude.

Oito mil ônibus, que circulam na Região Metropolitana do Rio e estão equipados com câmeras de reconhecimento facial, receberam adesivo no para-brisa e cartaz na parte interna, próximo ao validador eletrônico. O adesivo informa ao passageiro que o veículo utiliza câmera com tecnologia antifraude. O cartaz destaca a seguinte pergunta: “Você sabia que seu cartão RioCard não pode ser emprestado?» e também fala sobre a câmera que identifica por foto otitular do cartão e orienta a “fazer sua parte” e utilizar o benefício corretamente, para evitar seu cancelamento

Nas últimas semanas, a RioCard começou a suspender cartões utilizados de maneira indevida. As irregularidades foram detectadas pelo sistema antifraude de reconhecimento facial, que calcula as medidas do rosto do passageiro no momento em que ele passa o cartão no validador. Se as medidas não conferirem o evento será enviado para inspeção humana acompanhado da foto do cadastro, onde um técnico, após confirmar a não-conformidade por meio de auditoria, emite laudo comprovando a fraude.