A respeitabilidade do poder judiciário

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Desde os primórdios da primeira edição da Revista em 1999, adotamos como princípio da publicação a defesa intransigente do Poder Judiciário e da Magistratura, em decorrência, principalmente, da tentativa na época, de um senador oligarca, antigo e desmoralizado coronel da política de antanho, que se arvorando de Catão, mas sem lastro moral, tentou atingir o Judiciário com a pecha da “Caixa Preta”.

Esta crônica vem a propósito de um fato vulgar, que se pode inquinar de incivilidade, ou melhor, de falta de educação elementar, praticado por um estagiário do Judiciário contra o seu superior hierárquico maior, o presidente do seu Tribunal.

É o caso do ex-estagiário Marco Paulo dos Santos, do Superior Tribunal de Justiça, que, insólito, se postou atrás de um usuário de uma cabine bancária, localizada no corredor do Tribunal, tentando bisbilhotar as transações que estavam sendo feitas pelo participante, que, circunstancialmente, era o presidente do Tribunal, que incomodado com a atitude indevida e atrevida do intruso, chamou-lhe a atenção, advertindo-o da inconveniência e pedindo que se afastasse para que pudesse continuar suas operações bancárias.

O referido intruso continuou na mesma e indevida posição afrontando ostensivamente a reclamação, motivando a atitude enérgica do reclamante, dada a flagrante falta de respeito, de educação, e a desobediência e o ato de desacato contra a autoridade, não importando, no caso, se o insolente estagiário se dava por conhecedor, ou não, do seu superior, o presidente do Tribunal. Portanto, a demissão do displicente estagiário por desacato foi um ato devido e justo, que não merece mais qualquer explicação ou justificativa.

A celeuma foi levantada e comentada pela imprensa de forma depreciativa e antiética, principalmente pelo repórter Felipe Recondo, que deturpou os fatos com comentários errados e maldosos.

Entretanto, apesar da controvérsia, o fato serviu para que o Ministro Ari Pargendler recebesse não só a solidariedade contra a agressividade antiética imputada, mas a exaltação dos seus admiradores e amigos, entre os quais destacamos o solene elogio prestado na Tribuna da Câmara Federal pelo Deputado Paes Landim, glorificando o Presidente do Superior Tribunal de Justiça, ressaltando o seu permanente trabalho que “começa às seis horas da manhã; marca audiência com os advogados às sete horas e sai do Tribunal às vinte horas. Foi juiz a vida inteira, um grande juiz federal, um grande estudioso do Direito. Um magistrado por vocação”.

E para enaltecer mais a personalidade do Ministro Ari Pargendler, que honra e glorifica a Justiça brasileira, vale transcrever as palavras que lhes foram deferidas quando recebeu o Troféu Dom Quixote no auditório do Supremo Tribunal Federal: “Ele é um construtor da jurisprudência. Um juiz coerente com suas convicções. Assumindo a presidência do Tribunal da Cidadania, logo porá em prática os meritórios métodos de racionalização de administração e trabalho, aplicado com bons resultados nos vários setores onde atuou. Quem sabe, copiando o dito pelo excepcional Ministro Gilson Dipp: ‘não será ele o primeiro juiz federal, o grande presidente do Poder Judiciário nacional, a pregar todos os dias aos seus pares e ao seu povo, que jurisdição não é favor, e sentença não é presente ou dádiva, Sua trajetória mostra a convicção de que julgar rápido e julgar bem não é só obrigação. É dever’.”

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