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As contradições das Reformas

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(Editorial originalmente publicado na edição 39, 10/2003)
 
No princípio foram promessas e com as promessas chegaram as esperanças. Logo em seguida veio o medo,, que foi suplantado novamente pelas esperanças que trouxe a vitória de Lula com 50 milhões de votos.
 
O início do Governo foi de festas e regozijo, logo contraposto pelas decepções e revoltas dos servidores públicos e aposentados. Os direitos da Forças Armadas foram preservados. As reivindicações do Poder Judiciárias foram atendidas em parte.
 
Assim, a Reforma da Previdência que se torna necessária pelo descalabro e vulto dos benefícios reconhecidos, com uma receita escassa e cada vez mais onerosa, constitui um grave problema que tem de ser solucionado a qualquer custo, sob pena de ocorrer grande dano com sua falência.
 
Ocorre, que além do problema financeiro, outra grave questão aflora da votação da Reforma da Previdência, como se delineia em sua aprovação.
 
Os inconformados e revoltados com as perdas de direitos adquiridos e consagrados nas clausulas pétreas da constituição, inclusive, contando naturalmente com o firme e absoluto apoio da corporação, por certo não deixarão de bater às portas dos Tribunais, buscando o que julgam ser seus legítimos direitos.
 
Temos aí, portanto, a celeuma armada que desaguará inequivocamente com uma onda crescente de ações, abarrotando ainda mais os nossos Tribunais.
 
Com referência a Reforma Tributária, que se não chega a despertar ânimo de revolta da população, que se queda atônica com o anúncio de aumento de impostos, com manifestado em opiniões desencontradas das autoridades fazendárias, dos líderes empresarias e de técnicos e economistas, ainda ensejará grandes discussões no senado Federal.
 
É tempo ainda para que todas as forças políticas, mesmo os partidos de oposição, se conscientizem da grande responsabilidade que pesa sobre a Nação, a fim de que se encontre o caminho certo que possibilite a harmonia em benefício da população, que ainda, mesmo com os desenganos mantém esperanças de dias melhores.
 
Enquanto isso, continuamos acreditando e “soprando a brasa da fé e da esperança”, rezando para que o governo de LULA dê certo e traga benefícios para o sofrido povo, que também, ainda guarda esperanças.