As Esperanças com o Novo Chefe da Nação

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Esta edição estará circulando com o novo presidente, escolhido e sufragado nas urnas, em eleições regu­larmente realizadas. O eleito recebeu o sufrágio popular e independente da coloração partidária e ideológica de cada eleitor, governará a Nação a partir de 1 de janeiro de 2011, com os poderes e responsabilidades dispostos na Constituição Federal.

Juntamente com o Presidente da República e Vice, na mesma data, tomarão também posse os eleitos dos legislativos: Senado Federal; Câmara dos Deputados; assembleias legislativas dos Estados e distrital de Brasília. Infelizmente parte dos eleitos para os respectivos legislativos assumem seus mandatos já manchados e conspurcados com as vergonhosas e comprovadas ações de corrupção e crimes que praticaram contra a sociedade, o que, consequentemente continuará acontecendo, enquanto permanecer esse nauseabundo critério da escolha eleitoral, com o uso do poder econômico na compra de votos, e o abuso e influência do poder público como se constatou desabridamente nesta eleição.

Somente com a instituição do voto distrital, quando o eleitor ficará limitado a escolha de candidatos do seu meio, da sua região, a corrupção se tornará mais difícil, e a fiscalização mais fácil em razão da proximidade dos candidatos. Entretanto, isso é um sonho, uma ilusão, porque com esses legislativos agora eleitos, confraternizados com bandidos, criminosos, palhaços e efêmeros atores fora da ribalta, misturados com potentados endinheirados, dificilmente essa prática realmente democrática ou outra que se assemelhe será aprovada por esse Congresso mesclado com representantes de si próprios, ou de conhecidos grupos corporativistas.

Então! O que nos aguarda? É a esperança que todo brasileiro tem, acreditando ainda que Deus é brasileiro e poderá advir um milagre.

Entretanto, enquanto o milagre não se materializa, ficando na expectativa, vamos divagar com a realidade: o Brasil que felizmente, ainda, não conheceu os horrores de terremotos, maremotos, ciclones, vulcões em atividade, guerra civil, mas, que já conheceu e vivenciou algumas desgraças e horrores, como a escravidão, a febre amarela, a ditadura militar com mortes de todo tipo, inclusive com enforcamentos (Herzog), prisões, torturas, estupros, violências, desaparecimentos e tantas desgraças que atingiram principalmente jovens, homens e mulheres do povo.

Atualmente, convivemos ainda com grandes mazelas: as misérias das favelas, das palafitas, com cerca de vinte milhões da população vivendo em estado de miserabilidade, sofrendo com doenças endêmicas, analfabetismo, falta de assistência médica, enfermagem e leitos em hospitais públicos, falta de água e saneamento básico na metade das cidades, falta de segurança pública e garantia de ir e vir, combate eficiente e eficaz contra o tráfico de drogas e armas, falta de fiscalização nas fronteiras no combate ao contrabando, falta de escolas técnicas para oportunizar jovens ao trabalho e desviá-los das drogas, além da monstruosidade que ocorre com o sistema prisional e carcerário, o que constitui uma horrorosa prática contra os direitos humanos, cuja desgraça é maior e muito superior aos horrores e crueldade que foram infringidos aos miseráveis escravos dos navios negreiros, cuja brutalidade vem sendo divulgada constantemente nos jornais e televisão, clamando aos céus por uma solução caridosa, sem que, entretanto, os órgãos públicos responsáveis e a sociedade ciente e estupefata, se comovam dessa desumana atrocidade cometida barbaramente contra indefesos seres humanos.

Seja quem for o vencedor a presidir os destinos da Nação, o que se espera são medidas vitais, práticas e imediatas para tentar aliviar a população desses problemas que são menores, diante da grandiosidade dos imensos empreendimentos e responsabilidades da administração governamental.

O que se deseja, é a concretude das afirmativas dos dois candidatos durante o proselitismo na campanha eleitoral, das intenções e propósitos difundidos aos eleitores, sobre os compromissos de atender com prioridade, as questões de saúde, educação, transporte, saneamento, segurança e habitação popular, e, inclusive, ordenamento financeiro e parcimônia com os gastos públicos, especialmente com obras faraônicas, com os vários atendimentos e assisten­cialismo ideológico, como o pretendido e absurdo pedido do Paraguai tentando romper unilateralmente o Tratado de Itaipu, para abocanhar dos cofres da Nação por mais 20 anos uma prenda de duzentos e quarenta milhões de dólares. Além desse despautério contra o tesouro nacional, temos também a previsão de um gasto nababesco de quatorze ou dezoito bilhões de reais para realização dos jogos olímpicos e a copa do mundo.

A programação destes imensuráveis dispêndios, destinados a obras luxuriantes, constitui uma dolorosa hipocrisia contra uma população carente, que pervaga triste e abandonada por esse Brasil afora, em busca de água, alimentação e outros bens de primeira necessidade.

O que o povo esperançoso aguarda do presidente eleito é a continuidade de medidas contra a inflação, a intensificação da assistência social, o incremento aos meios de produção: indústria, comércio, agricultura, mineração, turismo e exportação, aproveitando com mais intensidade as oportunidades que os mercados mundiais têm proporcionado com reais benefícios para o Brasil.

Ainda vale sonhar com a esperança!

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