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27
nov2015

Bernardo Cabral profere conferência especial na Enamat

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Bernanrdo CabralO ex-senador Bernardo Cabral, Relator-Geral da Assembleia Nacional Constituinte de 1987, proferiu conferência especial aos alunos-juízes do 19o Curso de Formação Inicial (CFI) no último dia 6 de outubro.

Ele foi saudado pelo Diretor da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), ministro Renato Paiva, que destacou a valiosa importância e experiência do ex-senador na história do nosso país, frisando que essa experiência deve ser repassada aos novos juízes.

Estiveram presentes na conferência os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Alexandre de Souza Agra Belmonte, Walmir Oliveira da Costa, Delaíde Alves Miranda Arantes e Maria Cristina Irigoyen Peduzzi , além de autoridades convidadas.

Bernardo Cabral, que também foi Ministro da Justiça, em 1990, e presidente do Conselho Federal da OAB, falou um pouco sobre sua história de vida e trajetória política, que iniciou em 1962 com o mandato de deputado estadual até virar líder da oposição, antes dos 30 anos de idade. Foi fundador do extinto Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido que o elegeu deputado federal em 1966, até ter o seu mandato cassado pelo Ato Institucional no 5 (AI-5), em 1968, cuja primeira medida foi fechar o Congresso Nacional. O ex-senador relatou também que, em 1969, teve suspensos seus direitos políticos por 10 anos e interrompida a sua carreira de professor universitário.

Ao anunciar que nunca advogou na Justiça do Trabalho, apesar de 61 anos de militância, Cabral ressaltou: “nos meus 83 anos de idade posso asseverar que a justiça especializada do trabalho confirma que os valores humanos de que ela trata são irretratáveis e irrevogáveis”.

Ele defendeu a tese de que a Justiça do Trabalho se torna, a cada dia, mais importante e que precisa ser modernizada administrativamente, mas jamais extinta. “A Justiça do Trabalho é a melhor solução para as controvérsias nas relações do trabalho. Ademais, nos dias atuais, existem mais de 16 milhões de ações a serem julgadas, o que comprova sua necessidade”, finalizou o ex-senador.

Ao final da conferência, ele recebeu, das mãos do ministro Renato Paiva, a “Medalha Honra ao Mérito”, concedida pela Enamat a personalidades e instituições, públicas ou privadas, que tenham contribuído, com seus relevantes serviços, para a formação e o aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, de forma a valorizar institucionalmente a sua especial distinção.