Câmara dos Deputados em decomposição

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Na edição de janeiro último o nosso editorial abordou o tema: “Congresso Nacional em desmoralização”, com o qual, e o terrível libelo e exemplificante verrina, denunciamos as continuadas práticas do nauseabundo tráfico de votos, escabroso favorecimento mercantilizado através de propinas e deslavada corrupção, além de acentuar as debochadas confissões de deputados feitas publicamente pela televisão, deixando a população atônita e revoltada com tanta safadeza.

No mesmo editorial denunciamos o corporativismo execrável, inocentando parlamentares comprovadamente corruptos, confessos e indignos do mandato popular, fazendo com que a população se sentisse frustrada e fraudada com tanta escroqueria, e conseqüentemente provocando, além da repugnância pelos escabrosos atos de desfaçatez, a efetiva demonstração que a maioria não estava honrando a representação popular que jurou cumprir.

O chamamento cívico do referido editorial – considerando que a Revista é enviada regularmente e sem qualquer ônus, desde sua fundação em junho de 1999, aos 513 deputados e 81 senadores -, objetivava a conscientização da obrigação do dever, além do cumprimento e respeito aos princípios morais, éticos e de dignidade que o mandato impõe e exige dos mandatários, os quais, na ocasião da posse  na Câmara dos Deputados, juraram obedecer e cumprir.

Entretanto, lamentavelmente, enquanto uma parcela minoritária dos deputados recusava receber e outros procederam a devolução do malfadado subsídio, a maioria deles, demonstrando efetivo desprezo aos princípios da moralidade pública, além de desconsiderarem a repulsa da opinião popular ficaram com ouvidos moucos, não se abalando aos efeitos e sentido da rudeza do causticante libelo.

Infelizmente, o que era previsível e se tentava evitar aconteceu. Na fatídica data de 8 de março, a Câmara se aviltou, se desmereceu e entrou em decomposição; dois dos comprovados deputados e confessos delinqüentes da honra, da ética, da dignidade e do pudor, foram absolvidos pela maioria escandalosamente corporativista.

Com tristeza o apelo final do citado editorial foi em vão: defender a honra do mandato ou cair na infamante desmoralização. A Câmara lamentavelmente optou pelo pior.

No entanto, há que ressalvar aqueles dignos e honrados deputados, que não se curvaram ao compadrio e votaram com honra , respeito à Instituição, preservando a moral e a dignidade do mandato.

Apesar disso, do asco e da podridão produzida na fatídica sessão, não é de se desesperar, de se desiludir, pois nem tudo está perdido. Restam cerca de 200 deputados que nos deixam a esperança da reversão da triste e lamentável situação. Existe, ainda, uma tênue luz no fim do túnel, que fatalmente acontecerá nas eleições de 1º de outubro, quando os eleitores por certo praticarão pelo voto a expulsória dessa maioria desprezível que envergonha a Câmara dos Deputados.

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