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CNT Homenageia lideranças com a medalha JK

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O Presidente da Confederação Nacional do Transporte, Clésio Andrade, recepcionou no dia 10 de março, na sede da entidade em Brasília, lideranças políticas, empresariais e sindicais com a Medalha da Ordem do Mérito do Transporte Brasileiro 2009, conhecida como Medalha JK.
A solenidade, prestigiada por parlamentares e pelo Presidente da Academia Brasileira de Letras e ex-presidente do Tribunal de Contas da União, Marcos Villaça, serviu também para homenagear o patrono da Ordem do Mérito do Transporte — o ex-presidente Juscelino Kubitschek.
O Presidente da CNT, Clésio Andrade, destacou a impor­tância do reconhecimento à contribuição dos homenageados ao transporte no País e lembrou que o caminho trilhado por Juscelino Kubitschek é um exemplo a ser seguido por todas as lideranças do setor, afirmando: “JK deve ser considerado por todos como o presidente que redescobriu o Brasil para os brasileiros. Visionário, cortou o País com estradas, investiu na energia, acelerou o progresso de industrialização e fez a construção da nova capital e motivação que uniu brasileiros para romper o desafio de levar o progresso para o interior do País. Um transporte forte e eficiente é o reflexo imediato de uma economia igualmente forte e saudável”.
Doutor Bernardo Cabral, ex-ministro da Justiça, ex-parla­mentar, relator da Constituição de 1988 e presidente do Conselho Editorial da Revista Justiça & Cidadania, único agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito Transporte Brasileiro – Medalha JK, discursando em nome dos demais agraciados, estes no Grau de Grande Oficial e Oficial, colocou em relevo que recebia tão alta distinção no instante em que o País ainda não deixou de exibir a existência de uma excessiva concentração de renda nas mãos de uns poucos, em detrimento de uma grande maioria, o que acaba por gerar desemprego, exclusão, fome, falta de habitação, violência. Tudo resultante de uma profunda injustiça social.
Por essa razão é preciso que se faça — e, mais do que nunca, a hora é chegada — uma ponte de harmonia, através do “rio” de tanta desunião, de tantos desencontros, uma vez que a situação emergente não mais permite o fanatismo sectário ou as provocações estéreis ou a prepotência arbitrária.
O momento — continuou ele — é o da crítica construtiva, da participação sem adesismo condenável, da contribuição não só em criatividade mas em solidariedade, a fim de ajudar o Brasil a não cair no poço escuro da apatia, do medo, do desânimo e do descrédito a que pode ser levado em virtude da onda de corrupção que cria tentáculos de capilaridade em todos os Poderes. A Nação precisa continuar empenhada em reencontrar os caminhos de sua grandeza. E para isso se faz necessário que nos voltemos todos para a sua reconstrução política, fincando raízes no subsolo da nossa nacionalidade, alcançando a sua estrutura econômica e política, pois um país só se mantém erguido nos braços da soberania de seu povo.
E soberania não tem preço, por mais alto que seja o valor que por ela pretendam oferecer.
A partir daí, Bernardo Cabral iniciou os seus agrade­cimentos às autoridades presentes, destacando as figuras do Presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Doutor Clésio Andrade, do Presidente de Honra da CNT, Thiers Fattori Costa, e do Doutor Lélis Teixeira, Presidente-Executivo da Fetranspor, um dos agraciados, por ter revolucionado o transporte no Estado do Rio de Janeiro.
Bernardo Cabral encerrou o seu discurso numa emotiva homenagem ao editor da Revista Justiça & Cidadania, Orpheu Santos Salles — presente à solenidade — pelo tempo em que esteve preso, por ordem do Governo Militar, nos idos de 1964, no porão do navio Raul Soares, durante quase um ano, em meio aos ratos e baratas, sem perder a dignidade e cuja saga retratou no poema de sua autoria intitulado “Navio-Presídio”.
Fonte: CNT