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Dez Anos da Revista “Justiça & Cidadania”: Uma década de realização

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A comemoração de datas significativas, como nascimentos, jubileus, conquistas e vitórias, transcende a observação da transição temporal para tornar-se momento especial de regozijo e de oportunidade para reflexões.
Ao rememorar aspectos e nuances desta passagem temporal, pode-se dimensionar seus efeitos, seus impactos e suas consequências e, assim, projetar lineamentos para o futuro.
Está-se, agora, em 2009, a comemorar-se os 10 anos de existência da revista “Justiça & Cidadania”, que nasceu sob a inspiração e transpiração de Orpheu Santos Salles, abnegado, dedicado e incansável jornalista, que, como nas primeiras edições, até hoje mantém sempre acesa a chama de seu ideal de bem servir, dando sua valiosa contribuição para que a Justiça e a Cidadania se fortaleçam.
A criação de uma revista mensal especializada em temas relacionados à Justiça e à Cidadania, com a publicação de artigos de renomados juristas e profissionais de diversas áreas da atividade humana, pelo nível dos artigos publicados, presta relevante serviço para a difusão de ideias e para a disseminação de conhecimentos.
Os artigos publicados ao longo de uma década, todos os meses, sem interrupção, têm sido aguardados com ansiedade por seus leitores, pois refletem posicionamentos de profissionais que estão engajados com os mesmos propósitos de participar de uma sociedade mais justa e equânime.
As páginas e as colunas da revista “Justiça & Cidadania” têm sido a tribuna de advogados, magistrados, empresários e pesquisadores que dela se utilizam para elevar suas vozes e pensamentos.
Nesta década de existência da revista “Justiça & Cidadania”, as transformações sociais, econômicas, políticas e culturais ocorreram quase na mesma velocidade das transformações técnico-tecnológicas. A sociedade brasileira não passou ao largo dessas transformações. A aplicação do Direito e a interpretação da lei, trabalho complexo e sutil a ser realizado por advogados e juízes, há de levar em consideração o binômio temporal e espacial e os valores vigentes na sociedade para que o primado do sum cuique tribuere possa ser alcançado.
A publicação de artigos especializados, sem deixar de abordar assuntos políticos na essência, porém isentos de viés partidário, como os da revista “Justiça & Cidadania”, tem contribuído para trazer o fermento para fundamentar decisões.
Esta linha de orientação imprimida desde o início da publicação da Revista tem sido a tônica de Orpheu Santos Salles, moderno Cavaleiro Andante, que tem a mesma têmpera do herói manchego, referida por San Tiago Dantas, para quem “ a aspiração de D. Quixote à aventura, o seu desejo de renovar, no mundo povoado de injustiças, do seu tempo, a ação purificadora da andante cavalaria, e de operar essa ação pelo dom de si mesmo, é, em si, um dos anseios a que tendeu o espírito humano” (in “D. Quixote – Uma apologia da alma ocidental”, Ed. Universidade de Brasília, 1997, p.27).
E, por isso mesmo, ao dar início à sua cavalgada rumo ao ideal de bem servir, Orpheu Santos Salles instituiu também a Confraria Dom Quixote, agremiação não governamental, na sua mais pura acepção, pois não recebe qualquer auxílio, subvenção ou patrocínio oficial, constituída por homens e mulheres que se destacam na defesa dos valores da ética, da justiça, da cidadania, do amor, da fidelidade, da coragem, da renúncia, da determinação e no respeito à dignidade humana.
A sede social da Confraria Dom Quixote localiza-se onde se congreguem pessoas imbuídas do mesmo ideal e propósito e suas assembleias realizam-se em foros previamente anunciados. Ou seja, ela está sediada em todo lugar onde se reúnam pessoas que vibram nesta mesma sintonia.
Pode-se dizer, portanto, que a revista “Justiça & Cidadania” e a Confraria Dom Quixote completam-se. Ambas são frutos dos sonhos e ideais concretizados de um jovem idealista que faz jus ao repto lançado por Saint-Exupery: ”l’homme se mesure devant l’obstacle”.
“Este mundo reclama a volta de Dom Quixote, pelo sentido de pureza, fidelidade, amor, coragem, renúncia, dignidade e determinação — por sentir que sem eles a vida não teria sentido. De todos os lados, sob os mais variados e diversos nomes e as mais contraditórias aparências, o que o homem de nossos dias pede e reclama, o que ansiosamente espera, é o retorno de Dom Quixote”, no dizer de Orpheu Santos Salles.
Esta década de realização da revista “Justiça & Cidadania” é prova viva da sabedoria popular contida no dito “quem tem um bom começo, tem meio caminho andado” e que a jornada para Cocagne tem início com o primeiro passo.
Há de ser promissora e um bom lugar de se viver a nação que possui entre os seus filhos homens e mulheres que defendem o estado democrático de direito e valorizam os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, e os veículos de comunicação, a exemplo da revista “Justiça & Cidadania”, são instrumentos valorosos na defesa e divulgação destes ideais.