Dom Quixote e os pintores

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Não há quem após a leitura do livro de Cervantes sobre Dom Quixote de La Mancha não se sinta impulsionado pelo desejo de escrever algumas linhas, seja escritor ou tão-somente um pintor autodidata que gosta e ama o ato de pintar. Mas o que tem de correlação as estórias desse cavaleiro andante com os pintores?

Não há outra, por certo, senão a obsessão da “procura” de ambos.

Dom Quixote era um sonhador, um aventureiro humano dividido entre o sonho e a realidade, que teimava em lutar contra forças diversas e poderosas.

O pintor também é um sonhador que procura a forma dentro da criatividade, tornando infalível a arte de pintar. Desde o primeiro grito do homem das cavernas, a humanidade sempre teve necessidade de se expressar e comunicar.

Suplantando essa fase gutural, o entendimento se processou através dos gestos e dos desenhos nas pedras, os quais se fazem presentes até hoje, nas grutas de Altamira.

As fantasias de Dom Quixote são também divagações dos pintores, e através delas se consolida a eterna procura, o sonho de criar e construir a forma. Quantos artistas sonhadores encontrei nos fins de semana, nas praças públicas, com o objetivo de propagar e levar às pessoas o estímulo pela arte e pela cultura. Quantos pintores Dom Quixote conheci por todos estes anos de existência no meio artístico.

Ainda hoje convivo com alguns artistas que manifestam os seus sonhos e suas lutas em prol da arte. Algumas delas tão desiguais (assim como as de Dom Quixote) que perecem ante forças aviltantes, consumindo o artista e transformando-o em Dom Quixote lutando contra os moinhos da vida.

Poderia estender-me sobre os devaneios de artistas famosos como Da Vinci, Michelangelo, passando pelos impressionistas Manet, Monet, Van Gogh, os contemporâneos como Picasso e outros, os brasileiros Di Cavalcanti, Newton Mesquita e os que conheci pessoalmente, tais como: W. Salgado, Nilton Bravo, Oscar Tecídio (estes três em saudosa memória).

Há também aqueles do meu convívio diário, com os quais tenho a honra e o privilégio de partilhar a vivência de muitas estórias em prol da arte e do desenvolvimento da pintura e escultura, todas elas com sabor de eternidade. É por essa razão que, com muito orgulho, cito alguns colegas: Ney Tecídio (pintor), Mandarino (escultor), Thier`s Filhagosa (pintor), José Macieira (pintor), cada um deles com suas estórias aventurescas, sonhadoras e eivadas de sacrifícios e dedicação em benefício da arte de pintar e esculpir.

Dom Quixote é o nosso exemplo, e como ele continuaremos a sonhar e lutar contra os ventos, os moinhos e os dragões da arte, com o objetivo de criar e evidenciar o belo.

E por fim, cabe a pergunta: o que é o pintor? Ele é, tem sido e será sempre um sonhador e eterno andante como o seu símbolo: Dom Quixote de La Mancha.

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