Doze anos prestigiando a respeitabilidade da toga

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Desde a fundação da Revista, em maio de 1999, mantemos como tônica fundamental da publicação o princípio da defesa intransigente do Poder Judiciário e da magistratura, da qual não nos afastamos e a qual pretendemos firmemente continuar mantendo. E é em defesa desse princípio que formulamos o presente editorial, comemorando os doze anos da Revista.

Nesse mesmo ano de 1999, participando, a convite do desembargador Gilberto Rêgo, de uma homenagem do Tribunal de Justiça ao presidente e ao vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministros Carlos Velloso e Marco Aurélio Mello, foi-lhes oferecido pela Revista o Troféu Dom Quixote de La Mancha. O alto significado das palavras de agradecimento proferidas na ocasião fizeram com que a Revista adotasse o troféu com a figura de Dom Quixote de La Mancha como seu símbolo a glorificar as personalidades da vida pública e privada, principalmente os membros da magistratura e os operadores do Direito que expressassem nos seus atos e ações lições de moralidade, ética, coragem, fé inabalável, pureza, amor puro, renúncia e determinação.

Vale relembrar, por extremamente oportunas, as magníficas e expressivas palavras ditas doze anos atrás, naquela ocasião, pelo Ministro Carlos Velloso: “Agradeço o Troféu que nos foi oferecido pelo Dr. Orpheu Santos Salles e pela Revista Justiça & Cidadania. Dr. Orpheu: o Quixote sempre foi o meu herói. Compreender o Quixote é muito importante, é compreender que todos nós estamos empenhados em salvar o nosso povo, em salvar a nossa Nação.

Entender que somos os salvadores desta Nação, os salvadores deste País é entender o Quixote às avessas. Preferimos, portanto, que haveremos de salvar este País e, assim, seremos fiéis ao Quixote. Vamos lutar para fazer deste Judiciário brasileiro um Poder cada vez mais independente, mais poderoso e mais respeitado, porque é o Poder Judiciário quem garante o direito declarado. Os direitos declarados consistem em uma realidade que se realiza no momento em que eles estão garantidos”.

Igualmente admiráveis foram as declarações do Ministro Marco Aurélio Mello, referindo-se à outorga do Troféu Dom Quixote de La Mancha: “Acabamos de receber uma distinção: um prêmio que nos confere a quadra vivida. É uma quadra que exige Dom Quixote. Exige àqueles que agem e combatem a apatia hoje relevada. Precisamos repensar o destino da nossa sociedade; precisamos marchar objetivando proporcionar ao povo brasileiro, àqueles 30 milhões que vivem na absoluta pobreza, o resguardo da própria dignidade do homem. E nesse campo, nós, operadores do Direito, que somos responsáveis pela segurança jurídica, devemos ser acima de tudo artífices da almejada Justiça. Este encontro revela que ainda sonhamos com dias melhores”.

Nesses doze anos de intensa atividade jornalística em prol da justiça e da cidadania, contamos, felizmente, com orgulho e satisfação com o apoio e a valiosa colaboração de juízes, desembargadores, ministros, promotores, procuradores da Justiça, defensores públicos, advogados e renomados juristas nacionais e até de além-mar, o que propiciou publicarmos 130 edições mensais, cujos artigos e matérias reconheceram a Revista como a mais importante e conceituada publicação jurídica do País.

Também nesses anos todos, retribuímos, em 21 solenidades realizadas em Cortes de Justiça, inclusive no Supremo Tribunal Federal, com a outorga dos troféus Dom Quixote de La Mancha e Sancho Pança a cerca de 400 personalidades que enriqueceram a Revista com seus artigos e matérias e que, inclusive, demonstraram ter pautado suas vidas e atividades na perseguição dos mesmos princípios e ideais de amor à Justiça, ética, moralidade, defesa aos desassistidos e injustiçados, como descritos pelo universal escritor Miguel Cervantes Saavedra e consignados às famosas personagens que criou em sua insuperável obra literária.

O mundo de hoje reclama a volta de Dom Quixote, pelo sentido dogmático de pureza, fidelidade, amor, coragem, renúncia, dignidade, altruísmo e determinação; por sentir que sem isso a sua vida não teria sentido. De todos os lados, sob os mais variados e diversos nomes e as mais contraditórias aparências, o que o homem dos nossos dias pede e reclama, e o que ansiosamente espera, é o retorno de Dom Quixote.

Eis a razão pela qual, mais do que se estivesse vivo e presente entre nós, Dom Quixote seria hoje da maior atualidade, pelos exemplos e fundadas esperanças de que seus princípios e dogmas venham a frutificar entre nós.

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