Embaixador Jerônimo Moscardo

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O embaixador Jerônimo Moscardo, ilustre figura da cultura e da diplomacia brasileira, ultrapassou, há muito, os limites territoriais e culturais deste país que o viu nascer e do qual ele tanto se orgulha, defende e promove.

Homem de cultura, diplomata, advogado, extremamente interessado e conhecedor dos aspectos sociológicos e antropológicos, Master of Arts em Ciência Política, hábil negociador de tratados e acordos internacionais, suas atividades e contribuições profissionais e pessoais refletem o carisma de alguém que busca, continuamente, melhorar o mundo que lhe foi dado para viver.

Antes mesmo de completar seus vinte anos, recebeu do Ministério de Educação e Cultura um prêmio por sua dedicação e conhecimento na área de história, que o levou à Europa, continente cuja cultura lhe serviria de modelo e estímulo de crescimento e sabedoria.

No início de sua carreira diplomática, recebe o título de “Cavaleiro da Ordem da Coroa”, outorgado pelo Reino da Bélgica. Poucos anos depois, representa o Brasil na Missão junto às Nações Unidas, em Nova Iorque. Em seguida, ocupa posto de destaque na delegação junto à ALALC, em Montevidéu.

Após vários postos de chefia na estrutura interna das divisões do Ministério das Relações Exteriores, entremeadas por promoções por merecimento, o encontramos em posições de liderança na delegação junto à Organização de Estados Americanos (OEA), em Washington.

Em seguida, esteve na embaixada brasileira em Moscou, a outra capital planetária do mundo bipolarizado da época, como conselheiro e encarregado de negócios.

Em seu retorno ao Brasil, assumiu a chefia da Divisão e do Departamento Europa e da Assessoria Parlamentar do MRE, recebeu a Ordem do Mérito – e o título de Comendador – Militar, Aeronáutico, Naval e das Forças Armadas.

Nomeado embaixador brasileiro na Costa Rica, recebeu, durante esse período, a Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco. No início da década de 90, é sucessivamente Embaixador na delegação junto à ALADI, em Montevidéu, Ministro de Estado da Cultura e Embaixador junto à UNESCO, em Paris.

Assumiu, em seguida, a Embaixada brasileira na Romênia, período que se caracteriza por uma prolífica gestão dos negócios e interesses do país naquelas terras, e, principalmente, por uma aproximação cultural sem precedentes baseada na latinidade da história respectiva de nossos países. Estreitam-se os laços, cria-se visibilidade para os pontos comuns e de influência mútua, criam-se sinergias entre pontos de vista, posturas e iniciativas políticas e, sobretudo, culturais.

Somente alguém assim, com esta vivência e percepção cultural aberta e eclética, conhecedor do mundo, da filosofia, das idéias e do gênero humano representado por elas, generoso e disponível para os demais, poderia servir de catalisador e acelerador vital tão altamente eficaz.

Ao assumir a Embaixada na Bélgica, quis potenciar ainda mais o serviço a seu país. Entusiasmado pela vivência romena, Jerônimo pôs seu grande dinamismo e energia à disposição da comunidade brasileira.

Neste contexto, algumas iniciativas se destacam:

  • abertura real da Embaixada e de seus serviços à comunidade brasileira residente na Bélgica e em Luxemburgo – independente de situação social, instrução, cor, credo e ou outros fatores –, aproximando-a e estimulando sua presença naquele pedaço de território brasileiro no exterior;
  • transferência do serviço consular, o de maior interação com o público, para o andar térreo, em melhores instalações físicas, melhorando a qualidade do atendimento e a agilidade dos processos administrativos;
  • criação da Casa do Brasil, com:
    • espaço cultural Darcy Ribeiro, utilizado para eventos semanais, seminários, fóruns, palestras, visitas de autoridades brasileiras, aos quais a comunidade correspondeu com sua presença e participação, sendo regularmente convidada;
    • galeria de arte Marco Antônio Vilaça para a exposição de obras de artistas brasileiros;
    • biblioteca com obras brasileiras e internacionais disponível ininterruptamente.
  • criação da diplomacia participativa, conceito que reconhece a necessidade de contar com a experiência e a vivência dos cidadãos residentes no exterior, para melhor representar o País e eles mesmos, estabelecendo uma relação mais sólida e próxima com a sociedade civil da terra que os acolhe. Esse elo de ligação entre a diplomacia institucional e a sociedade foi exercido por um grupo de embaixadores voluntários – elementos destacados da comunidade escolhidos gradativamente e nomeados publicamente pelo próprio Embaixador Moscardo – que trabalharam na aproximação de Bélgica e Luxemburgo, pondo seu conhecimento a serviço da ação inovadora;
  • certamente, uma das contribuições mais relevantes no âmbito geral de sua gestão, e, particularmente, no da diplomacia participativa, foi a iniciativa de propor e conduzir projeto de emenda constitucional, cujo esboço foi elaborado por juristas brasileiros residentes no exterior e encaminhado a um dos maiores juristas brasileiros, Ives Gandra Martins, para elaboração jurídica final. Essa emenda dará direito à comunidade brasileira residente no exterior de eleger, dentre seus membros, aqueles que a representarão no Congresso Nacional. Dessa maneira, a comunidade brasileira residente no exterior disporá de representação política direta, fazendo-se ouvir e contribuindo para que as decisões legislativas sejam tomadas com ética, sabedoria, justiça e respeito ao cidadão que vive no exterior.

Nota do Embaixador
Dentre as pessoas que compuseram o quadro da diplomacia participativa, destacamos a atuação de uma brasileira que vive fora do Brasil há mais de 20 anos, na Bélgica, onde sempre atuou no campo da consultoria e assessoria internacional, dentro da área de formação gerencial de executivos, melhorando o nível de gestão empresarial, visando a identificar oportunidades, aproximando, facilitando e divulgando pessoas, profissionais e instituições dos dois países. Entre outros, cabe citar órgãos bilaterais de representatividade de classe, joint ventures comerciais e de serviços, eventos de promoção de entidades e empresas brasileiras na Bélgica e belgas no Brasil.

Comentei a seu respeito: “Conheci Márcia Freire ao chegar em Bruxelas, em 2003. Ela é uma empresária vitoriosa e consultora internacional bem estabelecida na comunidade belga.”

Em um mundo dominado pelo egoísmo sagrado, pela “lei de Gérson” e pelo salve-se quem puder, é difícil imaginar a existência de personalidades – oásis – como a de Márcia. No projeto bem-sucedido de mobilização da comunidade brasileira na Bélgica, Márcia Freire – como embaixadora voluntária – exerceu um papel aglutinador – sem o qual não teria vingado a extraordinária experiência da diplomacia participativa.

Destaco sua inestimável contribuição à articulação dos trabalhos da chancelaria em Bruxelas com a comunidade brasileira. Enfrentando o desânimo, a descrença, o cinismo, a preguiça e a má vontade de muitos, Márcia Freire estabeleceu as bases de uma comunidade de fraternidade, de solidariedade e de compaixão. Essa não é uma tarefa fácil, mas, ininterruptamente, Márcia luta em prol da manutenção da diplomacia participativa, tendo em vista seus inúmeros benefícios a favor da visibilidade da imagem positiva do Brasil no exterior.

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