O notável Amador Aguiar

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NOTA DO EDITOR
Paulo Planet Buarque, jornalista, advogado, radialista, esportista e dirigente do São Paulo Futebol Clube. Fui seu colega no Ministério do Trabalho, em São Paulo (1952-1954). Foi Deputado Estadual por vários mandatos e Presidente do Tribunal de Contas do Município.
Personalidade ímpar, afável e de extraordinário bom caráter, participou de várias administrações nos governos de Laudo Natel, Franco Montoro, Mário Covas, Jânio Quadros e outros. Exerce atualmente a advocacia com seu valoroso colega Edgard Leite.
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Cícero Pompeu de Toledo era o Presidente do São Paulo Futebol Clube, que dava seus primeiros passos com vistas à construção do seu estádio — o maior do Brasil de propriedade particular —, nos longínquos anos de 1960, quando eu — membro da Comissão que se criara para levar a efeito o que, então, se considerava simplesmente um sonho irrealizável — soube que por trás dessa ideia havia alguém que igualmente se entusiasmara e contribuía para que aquele sonho pudesse se realizar: Amador Aguiar. Junto a ele, que já então era Presidente e “dono” do Banco Brasileiro de Desconto, atual Bradesco, estava também o seu dirigente máximo, também torcedor do São Paulo: Lázaro de Mello Brandão, que foi seu companheiro nas primeiras e gloriosas jornadas na criação do maior e mais importante Banco Brasileiro, que ultrapassava, inclusive, os depósitos do próprio Banco do Brasil, o banco oficial do estado brasileiro.
Amador Aguiar, a quem conheci nessa época, caracterizava-se principalmente pela simplicidade. Ninguém que o conhecesse pessoalmente poderia sequer imaginar que fosse ele o Presidente do Banco Brasileiro de Desconto. Igual característica tem Lazaro de Mello Brandão, que o sucedeu e ainda hoje, já com mais de oitenta anos, continua na labuta diária na condução do Banco, embora não exerça a Presidência.
Amador Aguiar, a quem a Revista Justiça & Cidadania — criada e dirigida pelo notável Orpheu Santos Salles, cuja vida também merece, sem dúvida, um livro, célebre pela história vencedora — deliberou homenagear, foi um homem singular. Apenas quem teve a oportunidade de conhecê-lo mais intimamente poderia entender as razões maravilhosas do seu enorme sucesso empresarial, principalmente se considerarmos que foi um simples bancário, que ao lado de Lazaro de Mello Brandão, transformou uma simples casa bancária onde ambos trabalhavam em Marília neste assombroso Banco, o Bradesco!
Lembro-me, com enorme carinho, de um instante da sua relação amiga, quando chamou-me à sede do Bradesco e me fez acompanhá-lo até a tipografia no subssolo, onde estava instalada a gráfica, um dos seus “xodós” administrativos, para mostrar-me que ali estavam imprimindo as minhas cédulas de candidato a Deputado Estadual, o que, claro, tanto me ajudou na eleição, e depois reeleição, com uma das maiores votações do Estado. Um gesto, uma atitude, uma demonstração afetiva, sem qualquer tipo de interesse, que mostrou-me quem era Amador Aguiar, o bancário que se transformara em um dos maiores banqueiros do País!  O homem simples, que adorava andar de sapatos sem meias, mas que sabia, como poucos, conduzir o Banco que ele e seu eterno companheiro, Lázaro de Mello Brandão, haviam criado a partir de pequenina casa Bancária!
Essa é a tarefa alegre e contemplativa que me é oferecida nesta oportunidade em que se busca homenagear quem foi e sempre será lembrado: o notável  Amador Aguiar!

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