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Presidenta Dilma Rousseff prega uma democracia viva construída por todos

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Na festividade de comemoração do aniversário de 90 anos da Folha de São Paulo, a presidenta Dilma reiterou em seu discurso os propósitos de vivência democrática e postulados republicanos, reafirmando a crença na existência da liberdade de imprensa, opinião e crítica, cujos termos principais publicamos a seguir:
“Eu estou aqui representando a Presidência da República, estou aqui como presidente da República. E tenho certeza que cada um de nós percebe, hoje, que o Brasil é um país em desenvolvimento econômico acelerado. Que aspira ser, ao mesmo tempo, um país justo, uma nação justa, sem pobreza, e com cada vez menos desigualdade. Para todos nós isso não é concebível sem democracia. Uma democracia viva, construída com esforço de cada um de nós, e construída ao longo destes anos por todos aqui presentes. Que cresce e se consolida a cada dia. É uma democracia ainda jovem, mas nem por isso mais valorosa e valiosa.
A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais. As discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas. E, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão. E, obviamente, uma liberdade que se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.
Nós, quando saímos da ditadura em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira.
Ao comemorar o aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, este grande jornal brasileiro, o que estamos celebrando também é a existência da liberdade de imprensa no Brasil.
Sabemos que nem sempre foi assim. A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres, a partir de 1808. Nesses 188 anos de independência, é necessário reconhecer que na maior parte do tempo a imprensa brasileira viveu sob algum tipo de censura. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser um jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem. É esta coragem que aplaudo hoje no aniversário da Folha.
Uma imprensa livre, plural e investigativa, ela é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que além de ser um país continental, é um país que congrega diferenças culturais apesar da nossa unidade. Um governo deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia. Porque a democracia exige sobretudo este contraditório, e repito mais uma vez: o convívio civilizado, com a multiplicidade de opiniões, crenças, aspirações.
Reafirmo nessa homenagem aos 90 anos da Folha de São Paulo meu compromisso inabalável com a garantia plena das liberdades democráticas, entre elas a liberdade de imprensa e de opinião.
Por fim, reitero sempre, que no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras”.
A pregação republicana que a presidenta vem reafirmando em seus pronunciamentos e as posições administrativas e políticas que vem imprimindo no governo, em todos os setores e atividades, demonstra efetivamente uma auspiciosa linha de conduta democrática a realçar e reafirmar os propósitos sadios de que está imbuída na condução do governo.
A atenção que dedicou na condução política junto aos grupos partidários por ocasião da aprovação do salário mínimo, reflete a firme determinação de exigir dos partidos que fazem parte do governo, sem evasivas ou tergiversação, a lealdade recíproca e o cumprimento das parcerias ajustadas.
As demonstrações feitas nas reuniões do governo, de seu interesse pela melhoria da qualidade do ensino, do atendimento pelo SUS com o fornecimento de novos medicamentos, e a preocupação pelo entrosamento da segurança pública federal com os Estados, como acontecido no Rio de Janeiro, além das declarações de que não permitirá quebra de contratos empresariais e comerciais, afirmando que é preciso respeitá-los para a garantia de um marco regulatório estável, e, ainda, o cuidado  que vem dispensando nas questões que envolvem a melhoria da assistência social visando a erradicação da miséria, são fatos que atestam efetivamente a vontade de agir e trabalhar em benefício da Nação.
A constante e permanente atividade administrativa como vem gerenciando nestes dois meses  de governo os setores  da máquina pública, evidencia a vontade  de seguir o rumo e o propósito  traçado, como declarou em um dos seus pronunciamentos, com uma verdadeira declaração antológica, afirmando: “Vou fazer o melhor que puder. E, quando tiver feito o melhor, farei ainda um pouco mais, para que o Brasil siga se transformando numa grande economia, numa grande sociedade e de fato numa nação desenvolvida”.
As firmes declarações de intenção pregadas  pela presidenta Dilma estão se consubstanciando na prática, e refletem indiscutivelmente a concretização dos sonhos, ideais, esperanças e agora, o propósito da colher os resultado das lutas do passado.