Passadiço Cultural

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Inaugurado em 18 de setembro de 2012, o Passadiço Cultural é um charmoso corredor construído para interligar os fóruns trabalhistas da Rua do Lavradio e da Avenida Gomes Freire. O espaço ficará aberto para circulação do público das 7h30 às 17h, para entrada ou saída de servidores até às 19h30.

Graças a uma grande parceria entre o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, a Prefeitura do Rio, o Instituto Justiça & Cidadania (associação de direito privado, sem fins lucrativos, de natureza social e cultural) e a Petrobras – Petróleo Brasileiro S.A, o espaço – um terreno de aproximadamente 200 metros quadrados, de pavimento único, que estava em ruínas e abandonado há anos – pôde se transformar num importante centro cultural em uma das regiões mais conhecidas do Estado, a Lapa. O bairro, berço da famosa boemia carioca, merece destaque por conter um dos mais ricos conjuntos arquitetônicos do Rio Antigo, um marco na história da cidade.

O espaço de cultura ganhou na inauguração uma exposição sobre a história da Justiça do Trabalho no Brasil, com ênfase na 1ª Região (estado do RJ).

A exposição “Uma história pra contar”, procura relatar em uma montagem de 11 imagens os 70 anos da Justiça do Trabalho no Brasil. A montagem foi feita em 7 quadros de 2,70 x 1,80, sendo 2 instalados de forma vertical e 5 horizontais ao longo do corredor cultural.

A entrada é gratuita e o espaço fica aberto ao público de 7h30 às 17h. A mostra ficará em cartaz por tempo indeterminado.

A poucos passos
A recuperação do imóvel e a construção da servidão trouxeram para o público uma enorme economia de tempo no deslocamento entre os prédios da Justiça Trabalhista – o percurso a pé passou de 800 para 150 metros.

A longa jornada para construção do Passadiço durou 8 meses, desde o planejamento, até a reforma, a construção e o restauro da fachada, datada do início do século XIX e preservada pela APAC (Área de Proteção do Ambiente Cultural) da Cruz Vermelha.

O projeto do Instituto Justiça & Cidadania previa a criação do espaço com dois focos: revitalização da cidade com conceitos sustentáveis e instalação de um ambiente cultural.

Sustentabilidade
O imóvel convertido no Passadiço Cultural é de propriedade da Prefeitura carioca e está situado na região conhecida como o Novo Rio Antigo, na Rua do Lavradio, nº 110. O espaço – que vai até os fundos do Fórum Advogado Eugenio Roberto Haddock Lobo, situado na Avenida Gomes Freire, nº 471 – abriga um corredor de grande circulação, um espaço para exposições e uma área de convivência.

O projeto, concebido pelo arquiteto Estefano Dominguez Alonso, desde o início levou em conta princípios de eficiência energética e reutilização de materiais, além de quesitos de acessibilidade para cadeirantes e portadores de deficiência visual. Por isso, o incentivo do município à recuperação do imóvel.

A fachada do imóvel, datada do início do século XIX e preservada pela APAC (Área de Proteção do Ambiente Cultural) da Cruz Vermelha, foi totalmente recuperada. O trabalho começou pelas seis portas que compõem o pórtico. A partir de um pedaço original preservado, a equipe de arquitetos conseguiu reproduzir em oficina todas as peças com madeira certificada. O mesmo aconteceu com as grades de ferro que ornamentam a entrada do Passadiço.

Na pavimentação, os técnicos usaram dois tipos de piso, totalmente permeáveis: na área de grande circulação, um granito rústico e aderente, que impede a derrapagem em dias de chuva; já na de convivência, utilizaram ripas de “madeira plástica” – material resultante da reciclagem de aparas de fraldas descartáveis.

A estrutura do teto da servidão foi construída em Metalon – material mais rígido, de baixo custo e bem mais leve que os metais comuns – e foi revestida com as mesmas ripas de madeira ecológica. Placas de Policarbonato Alveolar, na cor branco leitoso, com proteção contra raios UV, foram aplicadas na cobertura. Este material permite a dissipação do calor, proporcionando a ventilação e iluminação naturais do ambiente.

Já prevendo as épocas chuvosas que costumam provocar alagamentos pelas ruas do Centro, toda a água pluvial será coletada pelos jardins, planejados ao longo do corredor e por um sistema composto de correntes, instaladas desde o teto até o subsolo, onde caixas de drenagens receberão todo o fluxo.

Ao final do evento, uma surpresa. Na busca pela sustentabilidade, o Instituto Justiça & Cidadania, em parceria com a empresa Asta, distribuiu aos convidados um porta-vinho, feito a partir da lona que cobriu o andaime instalado na fachada da obra do Passadiço e que seria descartado.

(Com informações da Ascom do TRT-1ª Região)

 

 

 

 

 

 

 

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