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Um homem de fé

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A Bíblia diz, em Hebreus 11:1, “ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem”.

A sabedoria popular ratifica: os que têm fé são saudáveis, agradáveis, sábios e superiores.

Exemplo disso é Orpheu Salles, que atinge a marca de nonagenário com qualidade de vida e como célula atuante no contexto social, produzindo lúcidas e admiráveis páginas da literatura.

É como dizem os teólogos: Deus não escolhe os premiados, e sim, premia os escolhidos!

Pelas suas colocações sempre coerentes em prol da nossa pátria, como reconhecido homem da mídia, ele foi um dos que também enfrentaram as agruras detestáveis do cárcere, na condição de vítima do autoritarismo registrado em páginas infelizes da nossa história, em passado não muito distante.

Assim como Castro Alves demonstrou indignação na sua poesia magistral Navio negreiro, os versos de Orpheu Salles, em O navio presídio, retratam a sua aversão, sentida na própria pele, a bordo do navio “Raul Soares”, por ver uma coisa pública se transformar no terror da sua gente!

A sua história de vida, nessa longa existência da qual a quase totalidade foi dedicada às letras, coincide em muito com a história do Brasil contemporâneo nas últimas sete décadas, por ser figura de destaque no jornalismo desde a era Vargas aos dias atuais.

Como o da mitologia, que ao tocar a sua lira fazia com que os pássaros parassem de voar para escutá-lo, os animais selvagens perdessem o medo e as árvores se curvassem para pegar os sons no vento, Orpheu Salles, de igual maneira, o faz com a sua pena, nos artigos por ele assinados.

A sua vida prolongada e com qualidade dá prova de que está plenamente regulada pela homeostasia. Com certeza, resultado das endorfinas geradas pelo seu cérebro em função do prazer em fazer o que tem vontade e por ser, acima de tudo, um homem de muita fé. Parabéns!