15
fev2016

XXVI Troféu Dom Quixote: cavaleiros da Justiça

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Revista Justiça & Cidadania entrega os troféus Dom Quixote e Sancho Pança a personalidades do mundo jurídico que se destacam na luta pelos direitos e na defesa da cidadania.

Agraciados do XXV Troféu Dom Quixote
Agraciados do XXVI Troféu Dom Quixote

Reconhecer os méritos daqueles que trabalham pela ética e pela moralidade, atuando na defesa diária dos direitos e da cidadania: esse é o principal objetivo da premiação promovida anualmente pela Revista Justiça & Cidadania e concedida a magistrados e personalidades do mundo jurídico. Realizada em 30 de novembro de 2015, no Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), a solenidade de outorga dos troféus Dom Quixote de La Mancha e Sancho Pança chegou à sua 25ª edição. A iniciativa tem apoio do Instituto Justiça & Cidadania e do TJRJ.

Com abertura do ex-senador Bernardo Cabral, chanceler da Confraria Dom Quixote, o evento contou com as presenças de Orpheu Salles, presidente da Confraria Dom Quixote e editor da Revista Justiça & Cidadania; desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, presidente do TJRJ; desembargadora Maria Inês da Penha Gaspar, primeira vice-presidente do TJRJ; desembargadora Maria Augusta Vaz, corregedora-geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Thiers Montebello, presidente do Tribunal de Contas do Município; e Hariman Dias de Araujo, procurador geral da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

No discurso de abertura, Bernardo Cabral fez referência ao símbolo da premiação, o mais famoso personagem da literatura espanhola. “O escritor Miguel de Cervantes, ao relatar o embate de Quixote contra os moinhos de vento, de certo modo retrata a insurreição dos camponeses contra aquela que era considerada a moderna tecnologia, que traria concorrência desleal e seria motivo de opressão aos pequenos produtores rurais. Foi esta mesma visão que teve Orpheu Salles ao dar vida à Revista Justiça & Cidadania. Ele é como um Quixote redivivo, com a finalidade maior de alcançar cinco principais itens: ética, moralidade, dignidade, justiça e direito à cidadania.”

Cabral também aproveitou a oportunidade para se referir à atual conjuntura do País, que atravessa séria crise política e econômica. “O momento é de solidariedade, a fim de ajudar o Brasil a sair do poço escuro da apatia, do medo, do desânimo e do descrédito. A Nação precisa continuar empenhada em reencontrar os caminhos da sua grandeza e, para isso, se faz necessário que nos voltemos para sua reconstrução jurídica. Chega de desfaçatez. Está na hora de colocar um ponto final na crise política, moral e econômica”, declarou.

Tiago Salles, presidente do Instituto Justiça e Cidadania, falou em seguida. Ele ressaltou a mensagem sobre Amizade que foi tema do convite para a solenidade. “Lealdade e igualdade são elementos essenciais nesse tipo de relacionamento. E isso também envolve participar da vida do outro, cuidar para evitar julgamentos precipitados e vigiar que se caminhe no mesmo rumo. É falando em amizade que explico a razão de homenagearmos os senhores aqui presentes na noite de hoje. Todos vocês são homens e mulheres de raras qualidades e contar com sua amizade e confiança é um motivo de grande orgulho para a Confraria, o Instituto e a Revista.”

Logo após a cerimônia de entrega dos troféus (veja quadro no final da matéria), o desembargador Caetano Ernesto da Fonseca Costa, diretor geral da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (Emerj), falou em nome de todos os agraciados. “Devemos seguir na luta contra os ‘moinhos de vento’, quando forem estes edificados em nome dos desmandos, da corrupção e das injustiças sociais”, disse. O magistrado continuou seu pronunciamento comentando sobre a realidade de hoje, que se revela como uma conjuntura de miséria e de injustiças sociais, que fogem do que prega nossa Constituição. “Nós, agraciados, somos hoje convocados a integrar esse seleto regimento comandado pelo nosso nobre Dom Quixote na busca da igualdade social, construindo um mundo onde não seja significativa a diferença entre os homens e que todos tenham um mínimo de dignidade para viver”, enfatizou. Ele ainda destacou a figura de Orpheu Salles, que, tal como o cavaleiro Quixote, travou sangrentas batalhas em prol da justiça e da garantia dos direitos fundamentais. “Receber esta homenagem é uma honra, mas uma honra que se renova com o compromisso de perseverar em nossa luta”, concluiu.

Encerrando a solenidade, Orpheu Salles rememorou a história de êxitos da Revista Justiça & Cidadania e agradeceu a presidência do Tribunal pela oportunidade de usufruir do espaço para fazer esta homenagem. “Desde a primeira edição do Prêmio, entendemos que a figura de Dom Quixote se aproximava muito da realidade profissional dos magistrados, pela perseverança, pelo sacrifício diário. A partir de então, decidimos que ele seria o símbolo da revista e da luta que travamos em defesa dos princípios morais e éticos. Hoje, vocês se tornam também exemplos desse embate. Falar, nos dias de hoje, nos ideais e princípios desposados pela figura de Dom Quixote e seu fiel escudeiro é lembrar seus feitos e aventuras. É lembrar que alguém que leu, que aceita e que pratica os mesmos princípios deixados por aquele cavaleiro estão aqui, estão no Supremo, estão neste Tribunal, enfim, são os representantes da Justiça. A luta que travamos segue no sentido de trazer, de cooptar, as pessoas que defendem os mesmos princípios de moralidade e dignidade de Dom Quixote. E cada um de vocês, ao olharem para esta estatueta, entenderão que devem continuar a perseguir o ideal que motivou as homenagens feitas aqui hoje.”

O desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho lembrou ainda que o troféu é um tributo de reconhecimento às personalidades do ambiente jurídico que têm em comum essa luta pela ética, pela justiça, pelos valores dos direitos humanos e da cidadania. Uma iniciativa que, segundo ele, está em mãos seguras. “A revista, a Confraria e o Instituto estão bem dirigidos pelo nosso querido Bernardo Cabral – que é senador vitalício em nossos corações e por este sempre jovem Orpheu Salles e seu filho, Tiago Salles que defendem tais valores com garra e fibra”, concluiu o presidente
do TJRJ.

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