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A Função da justiça é apaziguar

Edição nº

104

05 de março de 2009

A Função da justiça é apaziguar

Lula e Obama O País acaba de tomar conhecimento da visita do Presidente Lula ao Presidente Obama, destacando o fato de ele ter sido o terceiro Chefe de Governo a ser recebido e o primeiro Presidente da América do Sul. Segundo a imprensa, dentre outros assuntos, o principal foi o da crise econômica que abala o mundo inteiro. Esta Revista, que sempre utilizou a crítica construtiva — sem se ater a qualquer tipo de adesismo —, entende que esta é a hora de todos, sem exceção, ajudarmos o Brasil a não cair no poço escuro da apatia, do medo, do desânimo e do descrédito. Nação precisa continuar empenhada em reencontrar os caminhos de sua grandeza. E, para isso, se faz necessário que nos voltemos todos para a sua reconstrução política, fincando raízes no subsolo da nossa nacionalidade, alcançando a sua estrutura econômica e política, pois um país só se mantém erguido nos braços da soberania de seu povo. E soberania não tem preço, por mais alto que seja o valor que, por ela, pretendam oferecer. É preciso ter em mente que a essência de uma civilização moderna, numa sociedade moderna, nada mais é do que a existência de pessoas livres, com mentes livres, uma vez que, para se efetuar a desejada mobilização da consciência político-social de um povo, não basta apelar para o seu patriotismo ou, então, para o seu interesse. Mas, sim — antes de mais nada —, formular um ideário de combate em que ele possa acreditar. E, a partir daí, convocá-lo para que interprete, na realidade, por seus próprios meios, aquilo em que crê. Porque, assim, demonstrar-se-á, às escâncaras, que sociedade sem ideias de impulsão nem capacidade de ação e opção é sociedade letárgica, mais vencida do que vencedora, já que a primeira condição de vitória de um povo é a responsabilidade e esta se mede pela dignidade, tanto das ideias como das ações. E esta responsabilidade só será alcançada pelo respeito aos direitos inalienáveis da pessoa humana e pela predominância da lei sobre o poder arbitrário. Oxalá possa o encontro dos dois presidentes ter o condão de apontar caminhos e encontrar soluções. J. Bernardo Cabral Membro do Conselho Editorial