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Austeridade na presidência da Câmara Federal

Edição nº

14

05 de abril de 2001

Austeridade na presidência da Câmara Federal

Crime e Castigo
“Quebra do decoro é tudo aquilo que desabona a conduta política
e desmoraliza o Congresso e mancha a imagem da instituição.”
Senador Jefferson Peres
      Está provado o crime; tem que se aplicar o castigo.
     Os delinqüentes – Senadores da República Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda —, comprovadamente, perante a assistência de milhões de telespectadores, fraudaram a Constituição Federal, levando os cidadãos que hoje conhecem os fatos ao assombro da indignidade praticada em correlação com a canalhice, o despudor e a falta de caráter dos senadores confessos.
      A desfaçatez do Senador Arruda, invocando o perdão contra a safadeza perpetrada  — repetindo o dito por DAVI, em resposta à repreensão do profeta NATÃO —, não convence nem isenta, ao contrário, mostra o descaramento e o sentido da impunidade que o malfeitor se acha imbuído e se julga protegido.
      As condutas dos dois réprobos Senadores, se assemelham pela vilania e se coadunam pela hipocrisia ao exercício imundo dos fariseus do templo, expulsos à chibata por JESUS CRISTO.
      A Nação, neste momento de espanto e estarrecimento, confia e espera que os Senadores da República que irão julgar os confessos e desmoralizados indigitados, pautem suas ações e atitudes com a serenidade de Magistrado – desprezando o procedimento e exemplo de Pôncio Pilatos, e face a gravidade dos atos praticados, em defesa da dignidade e postura do Congresso Nacional, com o fito de sanear o convívio parlamentar na Casa Maior do Poder Legislativo, promovam a cassação dos assumidos culpados.
     Entretanto, se não o fizerem por nítido espírito corporativista, preferível será que os Senadores Bernardo Cabral, Pedro Simon, Jefferson Peres, Heloísa Helena, Saturnino Braga, Roberto Requião, Paulo Hartung e os demais dignos Senadores que querem o respeito e a consideração da população eleitoral pátria, apresentem Emenda Constitucional, excluindo do Poder Legislativo o Senado da República, como profilaxia contra a estagnação e putrefação desse parlamento.