Terra da garoa e de grandes juristas

12 de fevereiro de 2020

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Do gigantesco contingente de um milhão de advogados brasileiros, estima-se que 400 mil trabalhem em São Paulo, a capital jurídica do País. Berço do mais antigo curso de Direito brasileiro, criado no Largo São Francisco em 1827, a metrópole tem hoje mais de 200 faculdades do nobre ofício. Escolas que formam muito mais advogados do que conseguem assimilar as milhares de bancas paulistanas, algumas com escritórios tão grandes quanto aqueles mantidos na cidade pelas maiores empresas nacionais e grandes multinacionais instaladas no Brasil.

Desse caldo de cultura efervescente surgiram advogados que fizeram história, a exemplo das pioneiras Maria Augusta Saraiva e Esther de Figueiredo Ferraz, do jusfilósofo e poeta Miguel Reale, e do visionário José Martins Pinheiro Neto. Hoje representados por expoentes do Direito da envergadura do mestre Ives Gandra Martins, do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Toffoli, e do decano da Corte, Ministro Celso de Mello.

Os advogados de São Paulo têm também um longo histórico de resistência ao autoritarismo. Em outubro de 1932, por exemplo, em plena ditadura Vargas, a seccional paulista da OAB deixou de se reunir porque a maioria de seus membros estava presa por apoiar a revolução constitucionalista. Mais tarde, já sob as amarras do AI-5, os libelos dos advogados paulistas contra a ditadura, lidos sob as arcadas da Faculdade de Direito da USP, chamaram a atenção de todo o mundo para o regime de exceção que sufocava a liberdade do povo brasileiro.

Um pequeno grande exemplo do peso de São Paulo para a Justiça nacional está nos números de sua Justiça estadual. Apenas na primeira instância, no ano passado, os juízes paulistas julgaram cinco milhões de processos, segundo dados do Tribunal de Justiça de São Paulo. Considerado maior tribunal do mundo em volume de processos, o TJSP concentra 26% do total de processos em andamento no País. Isso quer dizer que dos 80 milhões de processos em tramitação no Brasil, 20,5 milhões tramitam na Corte, segundo o último relatório Justiça em Números do CNJ.

Nova sucursal – Escrevo tudo isso para anunciar, com grande orgulho, que no finalzinho do ano passado abrimos a primeira sucursal da Revista Justiça & Cidadania na terra da garoa e de tantos juristas de escol. Não dava mais para ficar longe da dura poesia concreta e do Direito vibrante que só Sampa tem.

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