A sorte está lançada

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(Editorial originalmente publicado na edição 27, 10/2002)
 
A maioria dos eleitores que depositou os votos nas urnas, o fez com derradeira esperança de ter escolhido o melhor.
 
O desenrolar das campanhas – principalmente pelas emissoras de televisão e rádio –, propiciou aos eleitores a possibilidade, através da quase imparcialidade havida nos debates, apresentações e comentários sobre os candidatos aos cargos de presidente e governador, uma escolha livre e independente, que representou, indiscutivelmente, a vontade e o anseio popular da maioria.
 
Os candidatos vencedores para os governos dos estados, bem como aqueles que ainda dependem do resultado do 2º turno, e igualmente para a presidência da República, se no futuro vierem a não satisfazer as aspirações dos eleitores que os elegeram – seja pela falta de atendimento ao apregoado nas campanhas ou por comprovada incompetência – causarão nova frustração pela experiência vivida no passado de promessas não cumpridas, seja pela demagogia, engodos e mentiras ou pelo desrespeito ao patrimônio público e pela prática de atos de improbidade administrativa e corrupção.
 
O transcorrer da campanha eleitoral demonstrou, efetivamente, que o povo teve real oportunidade de escolher os candidatos que conseguiram captar, não apenas a simpatia, mas também aqueles que puderam transmitir confiança para o exercício dos cargos postulados.
 
Assim, se no futuro próximo os candidatos vencedores, tanto para a Presidência da República como para os governos dos estados e Distrito Federal, vierem a decepcionar os desejos e aspirações dos eleitores pela falta de atendimento e cumprimento ao apregoado nas campanhas, o que por certo causarão, mais uma vez, nova e renovada frustração. Entretanto, esses eleitores, novamente enganados, não poderão se queixar e lamentar, pois a apresentação e a aparecimento dos candidatos aos cargos do Executivo perante as televisões e programas radiofônicos foi amplamente elucidativa, com iguais oportunidades, e constatação dos perfis morais, técnicos e profissionais dos candidatos, que puderam expor suas idéias, programas e projetos.
 
Todavia, se nos meios de comunicação houve plena e grande difusão das idéias, programas, projetos e propósitos dos candidatos ao Poder Executivo, reduzindo a possibilidade de erros na escolha, o mesmo não sucedeu com os candidatos ao Senado, à Câmara Federal e Assembléias, onde a mediocridade e a falta de posicionamento político, social e cultural chegou às raias do absurdo.
 
A falta de debates e esclarecimentos pela televisão e rádio, entre e com os candidatos aos cargos do legislativo, que, naturalmente, serviriam essencialmente para orientação e posicionamento dos eleitores sobre a qualidade e aptidões dos candidatos, tem possibilitado a eleição de figuras grotescas, mais propensas a programas humorísticos e tragicômicos, servindo, pelo ridículo de suas atitudes e ações, para denegrir, afrontar e desmoralizar a instituição democrática da eleição.
 
Apesar de tudo, o resultado da salutar e democrática eleição do dia 6 de outubro, bem como a próxima do dia 27, deverá trazer para o povo novas esperanças.
 
Alea jacta est.

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