Basta de impunidade!

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Orpheu Santos SallesA desbragada corrupção que grassa atualmente no Brasil como uma epidemia avilta a ação e traumatiza a população que se queda atônita, incrédula e descrente da lei, que permite a ladrões condenados cumprirem as penas em suas ricas residências, como acontece com os delinquentes do Mensalão.

O tumor canceroso que corrói as entranhas da administração da Petrobras felizmente está sendo extirpado pela mão benfazeja do juiz  federal SÉRGIO MORO, com o destino carcerário e o indiciamento criminal que tem dado aos delinquentes já comprovadamente envolvidos na corrupção instalada na Petrobras.

A presidenta Dilma, por sua vez, reafirmou em suas declarações republicanas o compromisso inegociável com a garantia plena das liberdades individuais, da imprensa e de opinião, complementadas veementemente com a defesa intransigente da dignidade e da moralidade pública: “Serei rígida na defesa do interesse público. Não  haverá compromisso com o erro e o malfeito. A corrupção será combatida permanentemente, e os órgãos de controle de investigação terão todo o meu respaldo para atuarem com autonomia”.

O seu passado de lutas e sacrifícios, os percalços sofridos, o enfrentamento ideológico contra as forças da ditadura, as sofridas prisões e as violências e torturas por que passou enrijeceram e formataram o seu caráter, abonando a sua conduta e dando crédito e segurança para declarar e afirmar os princípios que está implantando no governo, como demonstrado em todas as ocasiões em que tem oportunidade.

Os firmes propósitos de combate à corrupção declarados pela presidenta Dilma Rousseff foram reafirmados em seu discurso após a reeleição para a Presidência da República: “Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção e com o propósito de mudanças na legislação atual para acabar com a impunidade, que é a protetora da corrupção. Ao longo da campanha, anunciei medidas que serão importantes para a sociedade e para o País enfrentar a corrupção e acabar com a impunidade”.

Entretanto, e infelizmente, o brado patriótico da presidenta Dilma, proclamado com a confiança que nos merece, está sendo ouvido no deserto e até recebido com desdém pelos políticos da bandidagem, que continuam usufruindo das benesses propiciadas nos cargos públicos que desfrutam, e mesmo até por aqueles que foram julgados e condenados, mas surpreendentemente cumprem as beneficiadas penas refestelados nas faustosas residências e mansões que adquiriram com o produto da corrupção.

Chegam a ser escandalosas as declarações difundidas pela imprensa escrita e na televisão sobre a absurda figura da delação premiada, que concede regalias e premia os ladrões dos dinheiros públicos que deveriam ser aplicados em benefício da  população de oito milhões e quinhentos mil irmãos miseráveis, carentes, com fome, sede e doentes, que pervagam por esse imenso Brasil afora, completamente desassistidos e abandonados à própria sorte, em busca dos direitos que a Constituição lhes garante, mas que triste e lamentavelmente não lhes concede.

Enquanto isso, bilhões de reais foram e continuam sendo roubados por uma corja de bandidos – como vem sendo denunciado com provas irrefutáveis nos inquéritos que transitam na Justiça Federal, graças à pertinaz atuação da Polícia Federal e do Ministério Público contra políticos, empreiteiros e apaniguados em sinecuras de cargos públicos, além de outros delinquentes denunciados em todos os tribunais do País –, constituída por prefeitos, vereadores e maus políticos que envergonham e desmoralizam a administração pública e a Nação.

No passado, o Brasil sofreu com epidemias de febre amarela, tifo, malária,  esquistossomose e outras misérias e desgraças, como a fome que ainda hoje castiga mais de oito milhões de brasileiros.

No presente, essas epidemias praticamente inexistem em face do uso de medidas profiláticas decorrentes do saneamento, embora o problema da fome infelizmente ainda persista; entretanto, surgiu uma questão mais grave e calamitosa que corrompe e desmoraliza a administração, deixando um rastro de indignidade e vergonha para a Nação: a impunidade.

Os benefícios da delação premiada, que estão sendo concedidos aos grandes corruptos, apropriadores dos dinheiros públicos e bens da Petrobras, constituem aberração e despropósito e inominável imoralidade que envergonha a Nação, além da grande indignação que está  sendo  perpassada para a população, que se queda atônita e abismada com essa torpe e absurda regalia, como se constata   pela revolta expressa na seção de leitores dos grandes jornais.

Torna-se extremamente necessário no presente momento que os órgãos da Polícia Federal redobrem, com a devida urgência e energia, as ações investigatórias dos envolvidos nos vultosos desvios e locupletação criminosa já apurados, com o encaminhamento urgente ao Ministério Público, para a remessa à Justiça Federal, cuja pronta atuação, demonstrada com as corretivas prisões efetuadas, tem trazido e motivado o reconhecimento público.

Os propósitos de mudança da legislação atual, com destinação à reformulação e ao rigoroso combate à corrupção, como recomendado pela Presidenta Dilma, na tentativa de acabar com a impunidade, certamente tem servido de estímulo às autoridades responsáveis que estão comprometidas de ofício em levar essa corja de delinquentes à merecida residência prisional.

Está na hora e no tempo de as entidades de classe, Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Clube Militar e organizações populares comprometidas com a moralidade pública participarem e prestigiarem efetivamente, com ânimo, coragem e determinação, a luta e o combate contra a corrupção que infelizmente lavra à solta no País envergonhando a Nação, em detrimento da população carente que pena e sofre com esse desprezível cancro que dá mau exemplo  além de corroer a moral e a dignidade  da Pátria. BASTA DE IMPUNIDADE!

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