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20
set2016

Votar e vigiar

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Claudio Pacheco Prates Lamachia1Crises são antes de mais nada uma oportunidade de recomeço. Se vivemos um momento de crise ética e moral sem precedentes, é preciso que a sociedade saiba avaliar e identificar os motivos que nos trouxeram até aqui. Só assim conseguiremos estabelecer um novo padrão ético em nossa política e sociedade.

O voto no Brasil é obrigatório e talvez por isso seja visto como um fardo para boa parte da sociedade. Cumprido o dever cívico, o interesse pelo cotidiano da política fica relegado pelo cidadão. Aliás, não é raro que as pessoas inclusive esqueçam dos nomes que mereceram a sua confiança de representa-los. Isso se dá especialmente no âmbito legislativo.

Estamos em um ano de eleições municiais. Candidatas e candidatos estarão em busca do seu voto. Vão prometer uma gestão ética, coerente com os interesses da sociedade. Prometerão muito, como de costume.

Lembre-se que mais do que nunca faltam recursos para políticas públicas básicas, como saúde, educação, segurança e saneamento básico, mas para a corrupção sempre se dá um jeito de cumprir os acordos feitos às escondidas, para os quais o eleitor é chamado apenas para arcar com a fatura.

Passar o Brasil a limpo e depurar a classe política depende de um amadurecimento urgente de cada um de nós. Não nos é mais permitido apontar o dedo sem fazer uma análise profunda da responsabilidade que temos ao eleger quem nos representa.

É preciso vigiar de forma permanente os eleitos – inclusive os que não mereceram o seu voto. A OAB ao longo de sua história tem participado de maneira incansável na busca da depuração política. Exemplo disso é a sua participação em momentos de extrema importância para barrar os interesses escusos do cenário eleitoral.

Foi assim com a Lei da Ficha Limpa e quando a OAB foi ao STF buscar o fim do investimento empresarial em partidos e candidatos. São medidas que ajudam a retirar do cenário eleitoral o que há de pior na política brasileira, mas não atingem ainda a todos os que buscam na política um meio escuso para o enriquecimento ilícito.

Nesta eleição estaremos novamente presentes, vigilantes para denunciar casos de caixa 2 eleitoral, compra de votos e demais ilegalidades. Faça a sua parte: vote consciente da importância do seu ato para a sociedade e vigie permanentemente os eleitos.