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28
abr2014

Poupemos a Petrobras Ela é nossa!

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Orpheu Santos SallesEspera-se que a triste e absurda crise que envolve a Petrobras, principalmente após a aprovação da Comissão Parlamentar de Inquérito pelo Senado da República, não traga consequências que afetem a administração e o conceito da empresa e especialmente os brios de cada brasileiro que se considera partícipe da sua grandiosidade, notadamente daqueles que há cerca de sessenta anos participaram da luta pelo petróleo e pela criação da Petrobras.

A Nação acompanha com verdadeiro estupor as denúncias de corrupção na compra da Refinaria de Pasadena nos Estados Unidos, principalmente pelo fato estar ocorrendo com a empresa que, além de ser patrimônio de cada brasileiro, simboliza um dos marcos das nossas independências industrial e econômica.

O Brasil, que acaba de assistir contristado e pesaroso a finalização do julgamento dos crimes do Mensalão – onde um bando de delinquentes conspurcou e envergonhou a política e a Nação ao exercitarem a corrupção contra a dignidade e o respeito às funções públicas que exerciam por mandato popular –, agora presencia o lamentável posicionamento de políticos da oposição na tentativa de envolver com intuitos dúbios a presidenta Dilma Rousseff no caso da Petrobras, pelo fato desta ter, quando Ministra de Minas e Energia, presidido o Conselho de Administração da empresa na época da aprovação da compra da Refinaria de Pasadena.

Quem conhece e tem noção da grandiosidade da administração da Petrobras, do cuidado e da preocupação que ocorre na aprovação de assuntos e contratos relevantes, sabe que os mesmos somente são levados à apreciação do órgão superior depois de rigorosamente examinados e de minuciosa aprovação de pareceres dos órgãos técnicos, jurídicos e administrativos. Portanto, é fora de dúvida que essas cautelas e esses procedimentos regulares aconteceram igualmente com o contrato da Refinaria de Pasadena. Há que se entender que o acontecido foi triste e pesaroso, mas infelizmente factível.

A indignação geral com o ocorrido ficou consignada na expressão de revolta da competente e laboriosa presidente da empresa, Graça Foster, quando, estupefata, determinou a instauração de rigoroso inquérito para apuração dos fatos com explícita recomendação de vasculhar “pedra sobre pedra”.

O justo e o que se espera na finalização do inquérito instaurado na empresa, em havendo culpados intencionais e comprometidos, será de vê-los na cadeia, mas há que haver cautela, ponderação e respeito com as pessoas que poderão estar envolvidas “por dever de ofício”, como está acontecendo agora com a presidente Dilma, apenas por ter sido, na ocasião, presidente do Conselho Administrativo. Há também que se considerar e se examinar as razões da política interna de produção do refino do petróleo que induziram e levaram à compra dessa Refinaria no exterior.

O valor da afrontosa e desmedida transação, entretanto, poderá estar sedimentado em fatos que teriam acontecido pelo ufanismo de levar a empresa a um posicionamento de grandeza internacional, com sua participação no refino de petróleo nos Estados Unidos, como já ocorre em outros países.

Os malfeitos industriais, técnicos e administrativos que porventura tenham ocorrido ou estejam ocorrendo na empresa são inadmissíveis, mas são riscos inevitáveis que, pela grandiosidade do empreendimento, infelizmente ocorrem. Entretanto, a Petrobras tem de ser poupada com denodo e afinco em qualquer circunstância do descrédito e dos desmerecimentos administrativo e político. Ela representa e é parte da Pátria, orgulho da nacionalidade, e não pode em hipótese alguma se prestar para depreciação e enxovalhamento. Porém, se erros houve, eles têm que ser rigorosamente corrigidos; os desditosos culpados por incúria, omissão ou prevaricação, seja quem for, têm de ser devida e exemplarmente punidos.

Como regra geral, a empresa vem sendo dirigida por “prata da casa”, gente de altos gabaritos técnico e profissional, como sua presidente Graça Fortes, com reais e reconhecidos serviços prestados na longa trajetória de mais de 30 anos e proveitoso trabalho, infensa à política partidária como demonstrado com a substituição de vários diretores. Adepta e seguidora inflexível da presidenta Dilma Rousseff, ambas merecedoras do crédito, confiança e respeito da Nação, não pode ser depreciada pela condução da Petrobras.

As transações e a compra da Refinaria de Pasadena devem ser esclarecidas com minúcias e detalhes, face o paradoxo dos valores apontados, desde o proprietário anterior, que com argúcia e maestria de negociador comprou-a por preço baixo para depois negociá-la pelo preço da valia e de mercado. Está claro que o preço elevado, acertado e pago pela Petrobras, deve ter sido devidamente avaliado pelos técnicos e especialistas da empresa, que também por várias razões devem ter julgado do acerto e do interesse da quantidade e do valor da produção do refino pela Refinaria. Deve também ter sido considerada a situação da Petrobras como compradora nos EUA do petróleo natural, cru, de necessário refino para o procedimento de importação para o Brasil.

Torna-se necessariamente recomendável, muito pró­­prio e oportuno que, na apreciação da Comissão Parla­mentar de Inquérito – CPI que se apregoa, os políticos nela interessados se abstenham da busca e da tentativa de colherem frutos que se encontram sazonados para colheita intencionalmente malsã, visando o locupletar de duvidosos resultados eleitoreiros, mas infelizmente, também, de incalculáveis prejuízos que podem ocorrer contra a Petrobras, que necessariamente deve ser preservada de todo e qualquer malefício.

PORTANTO, POUPEMOS A PETROBRAS. ELA É NOSSA!